sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Recuse-se

Espartalhões
zero, completo e absoluto
[EUA, 2008]

Válido frisar: fui ligeiramente forçado a assistir esta tranqueira. E se eu tivesse, simplesmente ignorado a tv e olhado para o céu, sairía lucrando.
Não trata-se de uma crítica. Não existe palavra no mundo que descreva a ruindade desse longa-metragem [me recuso a chamar isso de filme]. Dessa vez trata-se de um desesperado apelo.
Quando hollywood resolveu zoar a si própria, ninguém a levou a sério [claro]. Tudo começou com um certo 'Todo mundo em pânico' [Scary movie, no original]. Em pânico deveríamos ter ficado nós. Mas não. Até que o filme brilhava com tiradas inteligentes sobre um gênero que, na época, não conseguia livrar-se dos clichês e vícios que ele próprio criou: o terror.
A bilheteria foi incrível. E a indústria viu ali uma maneira de ganhar grana fácil. Não tardou um Scary Movie 2. E ele entregou de cara as fraquezas de gênero que acabava de ser criado: a auto-sátira. A película era tão inferior a original, que o terceiro capítulo demorou a engrenar. E os seus 'ótimos' roteiristas se partiram. Desde então, nasceu uma série de Movies que não deveriam ter existido. Eles conseguem manchar a si mesmos, a hollywood inteira, ao público, a tudo!
Tratam-se de filmes que roteiros ruims, atores ruims, diretores terríveis, fotografia péssimas, cenários idem. E sem um pingo de inovação em lugar algum.
Mas deixe falar especificadamente deste 'Espartalhões'. Mesmo com tudo isso, algumas [raras] piadas funcionariam. Não fosse o fato dos diretores não saberem contar uma piada e os elementos que fazem com que uma piada funcione. Há o erro de timing [a piada é mais longa do que deveria ser]. De foco [frisa-se a piada mais de uma vez em pouquíssimos quadros]. E primordialmente, o erro supremo, explica-se a piada [como já não bastasse ela ser continuadamente repetida pela câmera].
Me recuso a comentar as piadas ridículas que se encontram [e que fazem questão de ter todos erros citados acima], como a piada do poço, a infinita piada sobre a duvidosa sexualidade dos espartanos [ridícula] e os elementos inteiramente fora de qualquer contexto.
Mas, a tristesa maior, é saber que este tipo de filme ainda movimenta milhões a saírem de suas casas e pagarem para assistir a isso. O lucro desse tipo de lixo vem sendo superior duas, três vezes ao seu custo de produção.
Resta saber se isso é resultado de uma época em que os trailers têm costumado ser melhores que os filmes.
Pior: os estúdios preferem investir nesse estúpido dinheiro fácil e assim excelentes produções deixam de ser feitas, sem dúvida.
Agora, será mesmo que o público não está de saco cheio? E será mesmo que os estúdios, para cada 'paranoid park' precisem de centenas de lixos como este? Questões. Quero respostas. E rápido.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Dois segundos podem mudar a sua vida

Não por acaso
*****
[Brasil, 2007]

É difícil saber por onde começar a falar sobre este filme. É surpreendente na execução, no roteiro, em tudo. Não por acaso possui aquela aura quase mágica, que poucos filmes têm. Um exemplo claro dessa aura: Amélie. O surpreendente mesmo é ver que trata-se de um filme nacional atingindo o patamar que parecia intocado.
O tema tratado aqui é imprevisibilidade que toca na ferida de dois homens que têm a previsibilidade como regra do seu dia-dia. Tanto Ênio [Leonardo Medeiros], quanto Pedro [Rodrigo Santoro] veêm suas lineares rotinas serem abruptamente quebradas por conta de um acidente que poderia ter sido evitado por dois segundos. Sim. Dois segundos. E não vou estragar o choque que é a transposição de cenas entre o que aconteceria e o que aconteceu por conta destes dois segundos. O brilhantismo da cena se dá pela banalidade do fato, e como para você, espectador, não faria a menor diferença até que o ato é mostrado com dois segundos de diferença.
Ênio vê-se com uma filha para se aproximar. E Pedro, sem aquela que era sua amada, vê-se solitário o suficiente para não levantar-se da cama. E mais uma vez, o inesperado acontece. Ele precisa retornar ao apartamento que sua namorada alugou. E conhece Lúcia, a atual moradora.
A partir daí, o filme se enche de simbolismos que passam dispercebidos pelos olhos mais desatentos. Sem ficar piegas em nenhum momento. A conversa de pai e filha diante da janela iluminada dentro de uma sala fria é, para não exagerar, fantástica.
Fotograficamente falando, é brilhante o encaixe de fatos, com posicionamentos, detalhes... Tudo ganha mais força.
Não posso deixar de ressaltar o elenco. De primeiríssima linha. Em especial os principais, Rodrigo Santoro e Leonardo Medeiros. Dão um banho. E fazer tudo parecer ainda mais denso, e real. Deixam-se levar pelos personagens, e entregam-se tanto que confundem-se com eles.
É um filme sensível. E que merece ser visto. Imprevisivelmente, claro.
Para mim é o que de melhor tem sido feito no cinema nacional nos últimos tempos. De certeza que têm um lugarzinho na estante, como um dos favoritos. De todos os tempos.

domingo, 5 de outubro de 2008

As Crônicas de Spiderwick

***
The Spiderwick Chronicles [Eua, 2008]

As Crônicas de Spiderwick é uma aula para filmes infanto-juvenis. Baseado na série de livros homônima, Spiderwick é daqueles filmes que mostram que nem tudo em Hollywood está perdido.
O filme mostra uma família [composta pela mãe, a filha mais velha e os gêmeos mais novos] se mudando para uma casarão no meio do nada. Jared, um dos gêmeos, encontra um misterioso. Trata-se do Guia de Campo escrito por Arthur Spiderwick. Arthur coletou absolutamente todas as informações sobre os seres mágicos existentes e os catalogou nesse livro. Tal livro é o objeto mór de desejo do maligno Mulgarath. Ele quer usar as informações do Guia de Campo para dominar todas as criaturas mágicas existentes. Tal livro estava protegido pelo pequenino Tibério desde que Arthur se foi. A reabertura do Livro, desperta novamente os planos de Mulgarath, e ele está agora, atrás do gêmeos para tomar posse do Livro e botar o seu plano em prática.
Não parece ser o roteiro mais criativo do mundo. De fato, não é. O que 'Spiderwick' possui é encanto. Muito por sinal. Isso se dá a uma soma de fatores: Freddie Highmore prova, novamente, ser um excelente ator mirim. Seu carisma é notável. Some a isso o fato dele interpretar os gêmeos Jared e Simon e empregar a eles traços que não deixam a diferença entre eles se limitar ao figurino.
As criaturas mágicas são de uma beleza ímpar e demosntram um alto grau de realismo. A sensação de que existem de verdade e foram usadas a filmagem e muito grande, tamanho o carinho com que foram desenhadas e inseridas no filme.
Fotograficamente falando, verás um dos mais encantadores filmes infanto-juvenis já feitos. Ligeiramente sombrio, sem parecer assustador.
Mas nem tudo são flores em 'Spiderwick'. Freddie Highmore é sim um ótimo ator e a sensação de que todos à sua volta não estão a sua altura é enorme. Os méritos de atuação são inteiramente dele. E só.
A condução de roteiro é apressada. Fica nítido que o material em que o filme se baseia é extenso, e lotado de informações e detalhes. Material que permitiria a criação de uns dois filmes, com folga, sem deixar o roteiro apressado ou vagaroso. Tudo é explicado muito rápido e acontece em sequências que quase se atropelam. Para os menores, a não repetição de certos pontos do roteiros pode os deixar perdidos na trama.
Fora esses pontos, fica a sensação de um filme que tnha tudo para ser melhor. Mas deixou-se escorregar talvez, no próprio medo de se tornar algo grandioso demais.
Uma coisa as falhas não tiram de 'Spiderwick': o encanto. O mundo fantástico é relatado e demonstrado de maneira incrivelmente envolvente.
Você provavelmente vai entender o que digo quando ver as criaturas 'flor' pela primeira vez.
Merece ser visto. De verdade.
E que ele seja visto e revisto pelos criadores de filmes infanto-juvenis. Mesmos com seus errinhos, Spiderwick dá de 20 nas atuais produções do gênero.

sexta-feira, 25 de julho de 2008


Batman - O Cavaleiro das Trevas [The Dark Knight, Eua, 2008]
*****
dirigido por Christopher Nolan
merece: Oscars e mais Oscars...

Na minha última postagem eu inciei dizendo que a expectativa pode acabar com um filme. Também disse que isso é verdade. Sim, novamente minhas expectativas aqui eram grandes. Aliás, a maior que já criei este ano. Sim, ela foi superada. Nos melhores 152 minutos que já passei dentro do 'escurinho do cinema'. Tudo já começa com uma cena espetacular. Somos primeiro apresentados ao Coringa. Ali, já se ve que se trata de uma mente insana. Ali já se percebe que Heath Ledger é um desgraçado sem mãe, sem dó nem piedade, que nos entrega uma brilhante atuação. Só por ele este filme já teria ganho suas 5 estrelas. Trata-se da mais impressionante capacidade de um ator incorporar um papel. Não faço o menor exagero ao dizer que o que ele fez aqui, ninguém fez nesta década. Vou deixar você mesmo conferir. Mas, antes de alguma coisa, rola sim um certo preconceito. É o Batman, oras. É um super-herói e está sujeito aos clichês do gênero. Ledo engano. Com essa cabeça você não vai a lugar algum. Não vai apreciar, nem de longe, uma trilha sonora que choca, dá movimento e ainda mais força ao que acontece na tela. Existem duas cenas em especial, que não apresentam a trilha. Não é erro. O brilhantismo delas talvez esteja na sua ausência, uma vez que não se cria suspense. Também não vai apreciar um verdadeiro baile de explosões. Sem exageros. O Coringa é insano o suficiente para todas fazerem sentido. Não vai apreciar um fotografia ímpar. Sombria, sem excessos e sem se deixar cair na própria sombriedade. Linda. E, logicamente, deixará de apreciar atuações fora do comum. Cristian Bale deixa o Homem-morcego extremamente humano. E ele sofre calado como poucos. Aaron Eckhart faz de Harvy Dent algo ambíguo. Ao assistir você descobrirá o porquê no final. E no fim, você vai ver como essa ambiguidade estava toda na sua frente e você não percebeu. Morgan Freeman deixa de lado os deslizes que tem dado, em prol de algo maior. Pode ser pequena sua participação, mas ainda assim, ela integra com o contexto, e não deixa a peteca do resto do elenco cair. Até Maggie Gyllenhaal merece seu destaque. No começo, pode haver um deslocamento. Ela interpreta Rachel, personagem que ficou a cargo de Katie Holmes em Batman Begins. Não demora pra ela pegar o ritmo do personagem e dar uma identidade nova a Rachel. Como se vê, é um elenco de responsa. Que fez muito bem o que deveria. Palmas. Quanto ao roteiro? Brilhante. De cima em baixo. Primordialmente amarrado. Pertubador. Insano. Reflexivo. Impactante. E mais: ele faz com que as extensas 2 horas e 40 minutos passem sem que nos demos conta. Termina de maneira poética e deixa um gancho para um terceiro, sem que este aqui perca sentido sozinho. E preciso reverenciar Christopher Nolan. O cara é simplesmente foda! Não acho adjetivo melhor que esse. Sem dúvida, m diretor que não deixa cair em vícios, e dá identidade individual a cada um de seus filmes. Mais: ele busca fazer com cada momento vá superando o anterior. E resta saber se o seu terceiro Batman conseguirá isso. Porque é aparentemente impossível. E mais palmas ele! Nolan provou que os ditos 'filmes de super-herói', não precisam agredir a inteligência do público. Muito menos ganhar força apenas no herói em suas cenas contra o crime. Batman ganha força em cada ponto de um filme: roteiro, trilha, elenco, fotografia, direção... tudo! E mostra que nem sempre a atitude de herói é a melhor a ser realizada. Cada cena vai ficar na memória. Cada risada do coringa vai nos perturbar por muitas noites. Este aqui é o melhor vôo do morcego. Cinema de primeira. Merece ser visto. Com outros olhos. Por um momento esqueça que Batman é um super-herói. Ele vai te provar que heróis não feitos de atos de bravura. Por fim, um fato isolado. Assisti em plena sexta-feira de estréia. O cinema estava cheio. Quando as luzes se acenderam, os presentes aplaudiram. Nunca vi nada parecido. Nunca vi o público reagir assim. É esse o efeito que este filme causa. Acho que agora consegui resumir o que ele representa.

domingo, 6 de julho de 2008

In Space no one can hear you clean.

Cineminha do Uli

'Wall-E'
[2008]
*****
um filme
Disney/Pixar
de
Andrew Stanton


Já ouvi várias vezes que a expectativa pode estragar um filme. Isso é verdade, já tive a oportunidade de comprovar isso. Entretanto, acho que os filmes realmente dignos de um brilhante lugar ao sol são aqueles em que a expectativa é superada, por maior que ela seja. Wall-E é desses filmes.
Posso ser suspeito para falar... Sou um assumido fã da Pixar e de tudo aquilo que eles já foram capazes de criar. A Pixar visivelmente ama aquilo que faz e tenta, sempre, se superar. Talvez por isso seus filmes já estejam entre as obras primas da animação.
Quanto ao filme em si: 'Wall-E' é muito mais do que 'o novo da Pixar'. É prova definitiva de que a Pixar é a cereja do bolo no ramo de animação, de que a Pixar ocupa hoje o lugar que a Disney ocupou um dia [a fusão das empresas é pura ironia pra mim].
Trata-se de um robozinho, sozinho na Terra, limpando toda a cagada que nós deixamos aqui. Quanto a nós? Abandonamos o planeta imundo para vivermos em uma nave auto sustentável e nos entregarmos de vez ao sedentarismo causado pela tecnologia. E vem sendo assim a 700 anos. Como ele ficou aqui todo esse tempo? Se consertando com peças de outros Wall-Es que não resistiram ao tempo. Como ficamos 700 anos em órbita? Não fizemos nada. Os robôs fazem tudo, o tempo todo.
O filme começa nos mostrando uma metrópole em visão área. Deserta. Prédios altíssimos. Gela a espinha quando você percebe que as construções são, na verdade, lixo compactado meticulosamente empilhado. Somos apresentados ao remanescente Wall-E e sua barata companheira. Companhia fiel. Wall-E não gosta da solidão em que é obrigado a ficar. Ele pisa sem culpa alguma nela. Preocupa-se. Suas expressões dizem mais do que qualquer palavra. Ao ver que ela está bem, seus olhos exprimem alegria. Beira o sublime.
Ao assistir diversas vezes a uma velha fita do musical 'Hello, Dolly!', ele criou o desejo, mais que isso, a necessidade de ter contato com algo semelhante a ele. Algo não, alguém. O robô lixeiro é mais humano que muitos de nós.
A chegada da moderníssima Eve muda sua vida e nada mais do que o mais puro amor à primeira a vista invade o 'coração' do robozinho. A jornada da conquista é difícil. Ela é uma garota bem explosiva [no sentido mais literal da palavra].
Ele vai até o espaço por ela. E vai até Axiom, onde nós humanos estamos. A visão é aterrorizante. Estamos todos, obesos, sedentários. Prisioneiros de um conforto escravista. Não nos olhamos nos olhos, mesmo que estejamos lado a lado. Nossas web cams fazem isso, para que movimentar o pescoço? Estamos acomodados em cadeiras flutuantes... Andar é inteiramente desnecessário. Nosso computador pessoal está a um palmo de nossas vistas. Podemos ver tudo por ele. Para que ver aquilo a nosso redor? Nem de nossos filhos cuidamos... Os robôs fazem isso. Amedronta aquilo que nós podemos nos tornar.
E é assim, de momentos, que as coisas vão se encaixando, ganhando sentido e montando um quadro maravilhoso. O sentimental robozinho nos cativa. Ele ganha o status de seu melhor amigo [pelo menos até o fim da sessão XD], e cada deslize nos comove. Eu no auge de meus 18 anos chorei como criança. Por falar em crianças, elas irão amar o Wall-E, mas passaram longe de captar tudo o que acontece em volta dele.
Isso tudo é somado aos mais belos gráficos já vistos, aos demais integrantes do 'elenco', todos incrivelmente bem escalados e posicionados na hora e momento certos. Uma trilha sonora incrível, que toca até os mais frios croações.
Vi este ser acusado de ruim e de conter falhas no roteiro. Desculpe-me, mas os que acreditaram nisso, não têm o menor poder de dedução. Também ouvi dizer que tudo acaba de forma óbvia. Querendo ou não, isso ainda é uma animação com apelo infantil, mesmo que em baixa escala dessa vez. Os pequenos precisam do Happy End. E tomarei emprestado a opnião do Omelete: "Se o final soa um tanto óbvio e previsível, já estamos suficientemente cativados por esse personagem e seu universo para chegar a feliz conclusão de que às vezes o óbvio bem realizado é tudo aquilo que queremos". Falou e disse.

Ao fim, somos mostrados a um dos mais belos [e integrantes do roteiro] créditos animados. Desculpem-me, mas não posso evitar chamar os caras da Pixar de nada menos do que gênios.

sábado, 10 de maio de 2008

American Summer

Para aqueles que não sabem, é verão nos Estados Unidos. Assim como em terras tupiniquins, verão significa férias. E férias significam muita gente à toa. Ou seja, leve este povo para o cinema. Este é o período mais quente dos cinemas. As grandes acontecem uma seguida da outra e este ano, especialmente, estamos presenciando uma verdadeira hora do rush. Filmes aguardados a muito tempo. Filmes sonhados a anos. A temporada de verão de 2008 já começou e vou lhes dar o sabor de cada um desses grandiosos blockbusters. E que venha mais.



Cineminha do Uli
'Speed Racer' [Speed Racer, Eua, 2008]
****

de Andy e Larry Wachowski


Fique ligeiramente chateado ao ler as críticas dos jornais. As vezes acho que críticos são um bando de retardados. 'Speed Racer' é maravilhoso, explosivo. Os Wachowski sabem o fazem. Eles conceberam Matrix, V de Vingança e agora esta adaptção. Para não deixar a peteca cair, é nescessário ir para o cinema levando em conta algumas considerações especiais: trata-se de um 'filme-família', ou seja, é nescessário agradar a uma gama bastante variada de espectadores. Mais que isso: não espere que o roteiro instigue o seu cérebro. Cada passo é meticulosamente contado e revisado. Isso causa a ira de muitos.
Segundo ponto: o filme possui uma estilização gráfica única. Tudo aqui foi pensado como um desenho animado, então tente esquecer um pouco que isso é um filme e não uma animação. Alguns disseram que a magia gráfica de Speed parece ultrapassada e ligeiramente mal concebida. Não. Talvez apenas os prazos sufocadores de Hollywood tenham comprometido alguma coisa.
Terceiro ponto: Esqueça que você aprendeu física um dia. Tudo aqui é absurdamente surreal. Este o 'boom' da coisa toda. Se é pra nos chocar com piruetas incríveis, aplausos, isso foi feito com a mesma competência que o revolucionário 'bullet-time' de Matrix.
E, lógico, tenha em mente que tudo aqui é exagerado sim, com cara de desenhão sessentista e vibrante como uma corrida. Vislumbre que velocidade é a lei, e que não captar todos o
s movimentos das frenéticas corridas não é um ponto ruim, mais sim algo que faz você 'abrir a sua mente' para cada curva que vem pela frente.
O roteiro é simples e até um pouco clichezado. É um 'filme-família', lembra? Trata-se de Speed [Emile Hirsch], corredor jovem e talentoso que tenta mudar o esquema de corrupção e forja das corridas. Toda sua família é envolvida com o mundo da velocidade. Todos respiram isso, o tempo todo. Existe aqui o fantasma da morte de Rex, irmão mais velho de Speed. A habilidade de Speed faz com que o milionário Royalton fique de olho nele. A recusa de Speed à proposta do empresário de fazer parte de sua equipe, provoca sua ira e nosso corredor de bom coração vira alvo. Com a ajuda do misterioso Corredor X [Mattew Fox], Speed deve reverter essa situação. Para tanto, será nescessário vencer o Rally de Casa Cristo, prova que resultou na morte do irmão.
Tudo isso acontece com cenas de tirar o fôlego. Psicodelismo visual nítido e bom humor. Tudo aqui têm um exagero gostoso e nauseante ao mesmo tempo. 'Speed Racer' parece aquelas balas-metro. Grandes, coloridas, doces, enjoativas perto do final. A quebra de ritmo com flashbacks e recaptulações por vezes desnessárias, acabam por fazer deste aqui um filme fabuloso, que me emocionou nos últimos minutos, tamanha a maestria das cenas de corrida. Mas que talvez levou isso a patamares tão elevados que o resto ficou ligeramente apagado.
A escolha do elenco foi certeira. A trilha, que utiliza cada arranjo do clássico desenho, também foi certeira.
No fim, um leve ajuste no ritmo e no roteiro fariam deste aqui mais do que uma boa adaptação, mas um verdadeiro clássico.

-//-


'Homem de Ferro' [Iron Man, Eua, 2008]
*****
de Jon Fraveu
baseado no Hq homônimo

Quando a Marvel decidiu que seus super-heróis só iriam para o cinema por suas mãos, ela fez uma excelente escolha. 'Homem de Ferro' é o primeiro filme que aproveita desta decisão. Até então, a Marvel cedia os direitos de seus personagens para os outros botarem a mão na massa. Neste aqui, a Marvel fez o bolo e a cobertura é deliciosa. De brinde, uma cereja inigualável.
Para começar, Tony Stark é um personagem ímpar. Daqueles que de tão cínicos chegam a ser carismáticos. Também é daqueles que devem dar um trabalhão para qualquer ator. Robert Downey Junior o interpreta com tanta naturalidade que ele parece ter nascido para o papel. Falando no elenco, Gwyneth Paltrow também dá um baile. A primeira vista, Gwyneth parace assustada e retida pelo tamanho do filme em que se envolveu. Mas não demora a nos mostrar que sua personagem é assim. Sendo assim, ela faz de Pepper Potts uma pessoa adorável.
'Homem de Ferro' é também o filme de heróis menos convencional que dos últimos anos. Stark não é um legítimo herói. Ele não vai atrás de bandidos para eliminar nem de coitados a salvar. Ele luta com aquilo que entrou no seu sapato. Egocentrismo? Explícito. Os por-menores não são nescessários. Falar sobre este filme é tirar dele o impacto que ele causa. Duro como ferro e forte como uma guitarra bem tocada. Aliás, cada explosão aqui vem acompanhada do instrumento. E garanto que explosões não faltam. Poucas vezes Hollywood reconheceu que explosões e guitarras são perfeitas juntas. E menos vezes ainda as duas juntas arrancaram arrepios dos espectadores.
Não, eu não vou explicar o roteiro. Ele é bom. Muito bem conduzido. Brilhantemente montado. E ele fala sozinho. Você o capta, sem nunca ter lido um pingo de informação sobre a biografia do herói nos quadrinhos. Apenas veja e depois me diga se algum dos três 'Homem-Aranha' mereceu metade do barulho que fez. Depois deste aqui, o público vai ficar extremamente exigente com filmes de heróis. E com razão.

-//-

O Verão ainda vai trazer outros pipocões de luxo. Vou procurar falar sobre todos aqui. Apenas, aguarde. ;]

As Crônicas de Narnia: Prícipe Caspian - 30/05

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal - 22/05
Wall-E - 27/06
Kung-Fu Panda - 4/07
Batman: O Cavalheiro das Trevas - 18/07

Estréiam antes do fim de Julho:
Hancock
O Incrível Hulk
A Múmia 3
Hellboy 2 - O Exército Dourado

quarta-feira, 23 de abril de 2008

If this is your first night in the Fight Club, you have to fight.


Hora de um melhores filmes do mundo. Ao menos pra mim.

Cineminha do Uli

'Clube da Luta' ['Fight Club', Eua, 1999]
*****
de David Fincher
escrito por Jim Uhls
baseado no livro de Chuck Palahniuk

Quando Juno MacGuff [Ellen Page] pega seu telefone em forma de hambúrger em 'Juno', duas coisas podem ser reparadas na cena em que se segue: o quarta dela e da amiga são extensões de seus personagens. O de Juno é meio desorganizado, com elementos nítidamente mais escuros que o da amiga, abarrotado de itens dígnos das ditas 'patricinhas'. Entretanto, há um telefone de hambúrger ali. Juno é tímida, fechada para si. Mas é meiga, carinhosa e humana. O que isso tem a ver? São ligações visuais dos personagens e do ambiente que compõe. O quarto fala por Juno. E o que 'Juno' têm a ver com 'Clube da Luta'? Essas representações visuais estão presentes em 'Clube' o tempo tudo. E são exageradas. Já explico como e porque.
O filme é uma adaptação de um livro homônimo que conta de história de um cara sem nome [Edwart Norton, que é o narrador do filme] que trabalha com o recall de uma empresa automoilística. Ele viaja para tanto. Ele sofre de profunda insônia e acredita que isso é um grande sofrimento. Indicado por seu médico, ele decide ir a um grupo de suporte para paciente com câncer testicular. Seu médico disse que isso o ajudaria o que realmente é um sofrimento. Depois ele dorme como um bebê. Vê nisso a cura para sua insônia. E passa a freqüentar de vez o grupo. Como um falso possuidor do problema. Então, nosso narrador sem nome encontra alguém tão impostor quanto ele: Marla [Helena Boham Carter, na atuação de sua vida]. Isso o incomoda e a insonia retorna. Ele e Marla começam a disputar grupos de ajuda. Muitos deles.
Em uma de suas viagens à trabalho, conhece Tyler Durden [Brad Pitt, em um de seus melhores momentos]. Tyler é vendedor de sabonetes. A vida de Tyler é atraente demais para o narrador. Eles viram amigos. Após a casa do personagem sem nome pegar fogo acidentalmente, ele resolve ir ao encontro de Tyler e acabando lutando amistosamente após. A brincadeira ganha status alfa, o número de pessoas aumentam, e a brincadeira vira um clube onde os homens podem extravassar a ira. O que acontece a seguir não vou relatar, isso aqui não é a Wikipedia. Mesmo porque, eu estragaria mais da metade da graça do filme

O ponte forte de 'Clube da Luta' é o reoteiro insano. Impecavelmente bem conduzido. Diálogos riquíssimos de conteúdo. Ao mesmo tempo em que todo essa história psicodélica toma rumos, discute-se sociedade, pessoas, consumo... enfim. E cada fato é sempre inesperado. É sempre um soco no êstomago. Precisamos de filmes assim. Tem uma fotografia fantástica, em cores contrastantes. E aqui as coisas ao redor falam pelos personagens. A decadência do narrador é nítida, não apenas pela ótima atuação de Norton, mas pelos cenários visivelmente mais sujos, obscuros. O estilo atraente de Tyler é mostrado pelo exagero da vida de um bon vivant: carros importados, casacos de peles, calças de vinil e couro. A vida morta de Marla através de suas cores mais frias, de seu figurino. Enfim. É um filme onde a câmera fala. O que os personagens é discutível, pensativo. E tudo forma um contexto meio caótico maravilhoso, que faz sentido. Que fala por si só. O fim da sessão, beira o absurdo, o impossível. O soco no êstomago é tão grande, que por pouco você sente sua boca sangrar. Tudo ali passa a ser argumentos [válidos] para muitas das discussões sociais. E depois vem a pergunta: como estava tudo ali? Inacreditavelmente estava. E você não apenas viu como sentiu. Faz parte da viagem que acaba sendo a coisa toda. Vale a pena entrar nela. Vale a pena lutar por ela. Brilhante é dignamente pouco para descrever 'Clube da Luta', suas atuações e sua produção. Veja-o com outros olhos e você estará diante de uma das obras mais maravilhosas da história do cinema. Enjoy ;]

Trailer
http://youtube.com/watch?v=8yXqAGzT_Dk


segunda-feira, 21 de abril de 2008


Preciso expressar a minha revolta... Então, Lá vai...

Cineminha do Uli
'Ken Park' [Eua, 2002]
/
de Larry Clark
escrito por Harmoni Corine e Larry Clark

Sei uma imagem vale mais do que mil palavras. No cinema então... piff! Esta é a máxima deste aqui. A diferença está na sua execução. O tenta expressar realismo. E consegue. Ao extremo. O problema não é esse. Aliás, fotograficamente falando, o filme é perfeito, com relação àquilo que ele se propõe a mostrar. Vamos ao plot: o filme começa com um suícidio público de um adolescente. A seguir somos apresentados à vida dos amigos do falecido. E cada um deles possui uma vida mais estranha que a do outro. O erro ainda não está aqui. A partir do momento em que o filme começa a mostrar-nos a vida de cada um dos adolescentes, ele vira um filme pornô daqueles. Uhm... talvez aí esteja o erro. Não. Pra mim ainda não é isso. Qual o problema de 'Ken Park' afinal? A péssima condução e direção das coisas. Não há clímax. É apenas um insólido e frio relato de vidas [sexuais] vazias.
Não se diz e chega a ser impossível deduzir aonde o filme que chegar. O que ele quer nos dizer. A cena final, por exemplo, onde três dos personagens fazem o famoso ménage à trois, não tem o menor cabimento. A questão, de novo, não é sexo. E sim: porquê? Como? Filmes sem explicitação de meios e fins existem. 'Onde os fracos não têm vez' é um belo e recente exemplo. Só que no atual vencedor do Oscar, tudo se conecta, nun processo quase osmótico, fazendo o todo ter sentido, porquê e como. 'Fracos' é apenas uma 'parte' da tragetória de uma mala e seus envolvidos. E essa 'parte' fala e conclui por si só. 'Ken park' não começa, não climatiza e nem clonclui.
Ouvir dizer que era um filme inteligente. Para citar outro 'park': Paranoid park'. Isso sim é um filme inteligente. E ele não se dispõe a ter metade da astúcia de 'Ken'. 'Ken park' talvez ganhou destaque pelo causado pelas cenas e pela infinita interpretação livre que possui. Só que é infinita e livre demais. No fim das contas, não se chega a lugar nenhum. Muitos menos diz a que veio. Aqui, imagens são apenas imagens. E elas não dizem absolutamente nada. Um filme que não merece ser visto. Pronto, falei.

Gostaria de ver este blog mais cheio. Divulguem!
Em breve junto com os filmes, pretendo relacionar suas respectivas trilhas e trailers. ;]

See you soon ;]

sábado, 12 de abril de 2008

i'm.a.planet

Ontem eu realizei coisas as quais eu não fazia a muito tempo... Sim, nós brincamos de adoleta, dança da cadeira, telefone sem fio, verdade ou conseqüencia, cantamos pokémon, músicas da xuxa, dançamos a dança do quadrado... Enfim, uma sessão nostalgia das mais infinitas e memoráveis. Esqueci de dizer que nós estávamos em um grupo grande e dentro de um bar. Vai vendo. XD~

Cineminha do Uli
'
Juno' [Eua, 2007]
*****
de Jason Reitman
Roteiro original por Diablo Cody
[Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original

Enfim, 'Juno'. Ele se enquadra perfeitamente na categoria em que se encaixa 'Hora de Voltar': é lindo!! Maravilhosamente escrito por Diablo Cody, este filme foi o azarão do Oscar deste Ano e acredito que merecia mais do "só" o Oscar de Melhor Roteiro Original. Ellen Page e Michael Cera além de provar de uma vez por todas que são ótimos atores, ficam lindos em cena. Ver os dois é apaixonante. Mesmo que essa seja uma história meio que avessa. Explico: Juno MacGuff [Ellen Page] descobre que está grávida de Paulie Blaker [Michael Cera]. Os poréns: Bleeker é amigo de longa data e admirador de Juno. Ambos têm 16 anos e nenhum dos dois está pronto para isso. A solução parece bastante simples: abortar. Mesmo decidida, Juno volta atrás e acaba por optar deixar o filho para adoção. Bleeker é quase um zero a esquerda e esse é o charme da atuação de Cera. Analisando a história, parece simples não dar crédito a um filme com uma história tão simples e comum. Acontece que o brilho de 'Juno' não está aí. Está nos detalhes, no ritmo, na trilha, nas idéias e [por que não?] nos ideais. Não vou me esquecer dos diálogos, ricamente construídos que a legenda brasileira teve o prazer de destruir. Vale ver o filme com um conhecimento um pouco mais largo da língua inglesa. A partir daí, tudo no filme fica mais rico, mais colorido e mais atraente. Vê-se os sentimentos de Cera. A confusão na cebça de Juno. A linda dedicação da futura mãe do bebê [interpretada por Jeniifer Garner, que eu não acreditava que seria tão boa]. As confusões e deduções de um mundo limitado, mas profundo, que é a cabeça de uma menina de 16 anos. Queria poder escrever mais sobre o filme, mas não vou. Não porque o fime não mereça. Mas porque a verdadeira graça de 'Juno' é justamente o seu encanto surpresa. Estará na prateleira. Sem dúvida =D


See you soon =D

segunda-feira, 7 de abril de 2008

did.you.think.about.me.now.and.then.?


Talvez eu deveria ter ficado quieto. Talvez o que lhe disse não tenha sido suficiente. Apenas talvez. Mal vejo a hora de te ver e te mostar aquilo que sei que você tanto precisa. Engraçado você, logo você, me considerar carente. Por favor, use o espelho desta vez.

Prosseguindo a minha viagem cinematográfica, ontem eu não consegui ver 'Juno'. Oficialmente se eu não for amanhã, irei na quarta. E me mato se não conseguir. É uma nescessidade. XD~


Cineminha do Uli
'Hora de Voltar' [Eua, 2004]
*****
de Zach Braff
*Escolhido para a Seleção Especial do Festival de Sundance
Filmes bonitinhos devem existir aos montes. Talvez poucos sejam tão encantadores. 'Hora de Partir' brilha, não por ser um verdadeiro filmaço, mas pelo puro encanto de seus personagens e suas histórias. O filme trata de Andrew Largeman [Zach Braff], solitário ator frustado de Los Angeles, que hoje trabalha em um restaurante. Com a morte da mãe ele se ve obrigado a voltar, dez anos depois, a sua cidade natal e encarar os motivos pelos quais ele saiu de lá. Cada um dos personagens possui sua excentricidade e talvez seja isso que tanto assusta Andrew. Sua válvula de escape é a doce Sam [Nathalie Portman] menina com a qual se vê timidamente apaixonado desde que a conheceu em uma sala de espera de hospital. Aos poucos, Andrew vai se descobrindo, vai encaixando as peças e libertando os fantasmas. Vai aprendendo a viver de maneira leve e tudo isso mantendo a mesma cara de nada que sempre carrega. É um daqueles filmes que você sai da sessão dizendo 'lindo!'. Possui um roteiro ricamente estruturado e diálogos inteligentes, marcantes, que juntamente com a colorida fotografia ganham o status de brilhantes. Um filme que merece ser visto. Dê uma chance a ele. Duvido, solenemente que você não se apaixonar por este aqui. Válido frisar: foi por conta deste aqui que o até então pequeno Festival de Sundance passou a ser mais reconhecido no mundo. Marcou o festival como sendo a nata do cinema alternativo e de lá pra cá, filmes selecionados por Sundance já são motivos de cinema de boa qualidade. Os últimos dois estouros de Sundance foram 'Pequena Miss Sunshine' e 'Juno', filmes que não fizeram feio em nenhum lugar do planeta. Mas foi graças a Sundance que foram reconhecidos e justamente ovacionados. Aplausos.
See you soon
*Gostaria de fazer um pedido aos apaixonados por cinema: Por favor, divulguem o blog a outros adoradores da sétima arte. Vou adorar ver vocês concordando ou discordando dos filmes publicados aqui. E receber dicas de filmes pra ver também.
=*

domingo, 6 de abril de 2008

baby.when.the.lights

É engraçado como sua ausência me deixa tão perdido. Me faz não querer mais ter o mundo sem você. E agora fica tudo assim... Na mesma merda de antes, porém mais interessante de se ferrar.
Mamãe já está ótima, levou alta e tudo. O níver do Fat esteve bom. Muita cerveja, muito casal e eu de mão abanando. Só pra variar.
Amanhã estarei indo ver 'Juno'. Até agora, é o filme que mais quis ver no ano. Uhm... Tenho a ligeira impressão de que este blog está virando quase que única e exclusivamente sobre cinema. O que posso fazer se cinema é um dos melhores prazeres terrenos? Não me perguntem o outros. XD~

Cineminha do Uli
'Onde os Fracos Não Têm Vez' [Eua, 2007]
*****
De Joel e Ethan Coen
*Vencedor de 4 Oscar [Incluindo Melhor Filme], 2008

Minha expectativa para esse aqui era grande. O filme foi a maior vedete do Oscar deste ano, levando 4 das 8 estatuetas a que concorria. Uma coisa que todos devem aprender é que a expectativa pode acabar com um filme. Ainda bem que aprendi a lidar com isso. 'Onde os Fracos não têm vez' é magnético. O filme literalmente te puxa. Resumindo, as coisas começam quando Llewelyn Moss [Josh Brolin] no meio de uma de suas caçadas no deserto, encontra a cena de uma verdadeira chacina e, a poucos metros de lá, uma maleta com 2 milhões de dólares. Acontece que Anton Chigurh [Javier Bardem] está atrás do dinheiro e vai atrás de Moss, disposto a máta-lo, assim como faz com todos que atravessam seu caminho. Roteiro batido? Pode até ser, mas a verdadeira magia da coisa toda é como a história é contada. Por exemplo, uma das coisas critadas deste filme é que não há nenhuma explicação sobre a chacina, as causas, os envolvidos. Achei que isso poderia estragar drasticamente o andar da carruagem. Para Moss, é apenas um grande crime cometido onde no meio estava a maleta que depois foi encontrada por ele. E que existia alguém atrás desta maleta, conseqüentemente, este alguém está atrás dele agora. É isto que precisa estar claro, porque cada ação seguinte necessita disso. Têm-se depois um filme de gato e rato. O magnetismo que falei é que tanto o gato, quanto o rato, são imprevisíveis e é aí que o filme ganha brilha sobrehumano. Válido frisar: a atuação de Javier Bardem é fantástica. Você têm prévia noção de que ele é um lunático só de ver a cara dele, o jeito dele de agir. Isso só é literalmente dito lá pelas tantas do filme [que é um tanto longo]. Mas a essa altura, o olhar de Bardem já te deixa cismado, inquieto, à ponto de você nunca querer dar de cara com um homem desses no meio na rua. Quase sobrnatural.

See you soon
=D

sexta-feira, 4 de abril de 2008

dizem.que.sou.louco

Ontem foi um dia estranho. Começou bem até. 'Bonequinha de Luxo' é um filme sensacional. Todo mundo deveria ver um dia. Outro dia em posto sobre ele. Depois, sessão nada no Alameda. Adoro ficar conversando naquelas benditas mesas. Seguindo meu dia, uma certa correria para chegar a tempo na sessão de 'Paranoid Park'. Falo sobre o filme abaixo. Depois da aula eu fiz o que não deveria ter feito. Saí. Fui a um lugar que não estava predisposto a ir. Ver aquilo que mais quero e sentir falta daquilo que não tenho. Não foi bom, não foi nem um pouco bom. Foi desesperador. Cheguei em casa me sentindo vazio como nunca antes. Preciso do abraço que tanto quero mas que recusa-se a ser dado. Por favor, me dê o chá que me faça esquecer de você. Pelo menos por hoje...

Cineminha do Uli
'Paranoid Park' [Eua, 2007]
*****
de Gus Van Sant
*Vencedor do Prêmio Especial do 60º Aniversário do Festival de Canes

Confesso que algumas das cenas viajantes de trilha sonora meio que inaudível me fizeram viajar de uma maneira estranha. Afinal de contas, skatistas bailando em uma pista em câmera lenta, filmados com o velho 'câmera na mão' dizem muito mais do você realmente acredita. O curioso do filme é ver como cenas tão cheias de significado não possuem voz alguma. É tudo bastante frio, inexpressivo. E talvez, essa sensação de frieza seja a que nos faça realmente enterder o personagem, que numa noite qualquer, se divertindo junto a alguns trens, matou um homem. Foi acidental. E não vou estragar o que filme tanto preza em nos deixar curiosos até a metade dele: o real envolvimento de Alex com o acidente. Alguns podem até dizer que é tudo vazio. É talvez porque a grande maioria não vai realmente imergir nas coisas. A cena de Alex no banho, logo após o ocorrido, é repetida umas duas ou três vezes. E em cada uma delas, vê-se um comportamento diferente. Tem-se uma visão diferente do que está se passando na cabeça dele. Além de ser uma das cenas mais belas que eu já. Trata-se de uma verdadeira surpresa. Foi ver como não quer nada... Me surpreendi. Fiz ginástica com o cérebro e me pergunto porque diabos a grande maioria dos filmes não conseguem ter metade da imersão que este aqui possui...

Bem, é isso =D
E estreiou 'Juno'... Este fim de semana já tenho outra sessão de cinema marcada! XD~

See you soon.

terça-feira, 1 de abril de 2008

climb.your.own.mountain


O menino aqui está indo pra academia todo santo dia... Vamos ver até quando eu agüento o fôlego. XD
Também, esta semana, estou indo com muito melhor disposição para as aulas do cursinho. Isso é bom. Muito bom.
Estou, além disso tudo, ligeiramente decepcionado. Não estou tempo [nem dinheiro] para manter vivo minha paixão por cinema. Eu não vejo um filme a duas semanas!! Isso é inadimissível!!

Filminho:
"Edukators - Os Edukadores" [Alemanha, 2004] ****
Trata-se de um dos mais 'cabeça' que eu já vi na vida. Em nenhum momento isso é uma conotação negativa. Filmado apenas com câmeras digitais [o que dá um charme extra a fotografia], 'Edukators' conta história de dois jovens alemães que se denominam os edukators. Eles acreditam que o atual sistema captalista é altamente injusto e principal causa da devastadora desigualdade social atual. Sendo assim, eles invadem mansões pela alemanha para desorganizar completamente os móveis dessas risidências. Deixam no local uma carta dizendo "Seus dias de fartura acabarão". Aproveitando a viagem do namorado Peter, Jule juntamente com Jan invadem a mansão do homem que a faz pagar por um pequeno estrago de sua mercedes. Entranto, esquece o celular na mansão. Ao retornar a casa, Jule e Jan são surpreendidos pelo dono da propriedade.
Parece estranho, mas o filme possui diálogos tão bem construídos e teses tão bem firmadas que é impossível não terminar de ver o filme e não dar, no mínimo, uma pensadinha sobre a sociedade atual. É um filme que merece ser visto. Extremamente cativante. =D

Por hoje é só galera. =D

Abraço em todo mundo ^^

sexta-feira, 28 de março de 2008

scared


Essa semana eu juro que não tive muita paciência para as aulas no cursinho. Tem gente demais lá dentro. Isso me dá uma agonia. =P
Tirando isso, talvez, apenas talvez, as coisas melhorem um bocado. Sim, eu devo ir Celebra. Eu estou realmente louco para ir!! Outra coisa: alguém um dia me explica como é possível fugir de alguém dentro de uma loja minúscula? Parece impossível. Caraca, eu consegui fazer uma dessa!! Bateu um remorso depois, mas isso são detalhes que a gente abstrai.

Quanto imagem... "Laranja Mecânica" de Stanley Kubrick. Simplesmente um dos filmes mais fodas que se tem notícia. E olha que ele é de 1971! Se você é um bobão e ainda não viu, eu realmente não tenho idéia de porque você ainda não saiu correndo para a locadora... É foda. Foda ao cubo. Está, sem dúvida, entre os melhores filmes que eu já vi na minha vida.
A história é simples: Numa Inglaterra futurista, Alexander DeLarge [Malcolm McDowell, foto]
é líder de uma gangue e como tal pratica atos de violência e vandalismo. Após algumas desavenças com seus 'drugues' [como era chamados os integrantes da gangue], Alex é preso e participa de um programa de reabilitação de deliqüentes denominado Tratamento Ludovico. Tal tratamento impede Alex de reagir a violência ao seu redor.
Não vou ficar detalhando outros pormenores. Apenas assista. E preste atenão na trilha sonora. Ela faz tudo valer muito mais a pena.

Bom, tenham um ótimo fim-de-semana. No domingo eu posto de novo.

See you soon.

quarta-feira, 26 de março de 2008

dor.física

Muito bem. Hoje eu fui fazer exame de carga na academia. Estou todo dolorido. E nem quero ver como eu vou acordar pela manhã. Isso porque amanha de manha eu tenho outro teste de carga. Vida dura, viu?
Tirando isso, até que estou bem. Apesar de: a pessoa que eu gosto passou batida por mim ontem. Eu não vou na Star Wars Exibhition em Sampa. Meu tênis novo está acabando com os meus pés. Hoje eu tomei uma chuva faraônica. Estou sem um tostão furado. E, principalmente, talvez eu não vá na festa que estou louco para ir.

Quer moleza? Então senta no pudim!

Hoje não estou com muita bola para dissertar.

See you soon.

domingo, 23 de março de 2008

irdischen.freuden

Bem-vindos. Este é o meu blog, e pretendo fazer dele um cantinho pessoal, porém amplo em assuntos e novidades. Mas vamos com calma. A atual vida corrida vai fazer parecer com que esse espaço fiquei entregue as moscas. Calúnia!! Sempre que possível, estarei postando aqui. Hoje, particularmente, é um dia especial. Feliz Páscoa a todos! Muitos, muitos chocolates!

Algumas somos submetidos a sentimentos que o mundo e a vida parecem ter criado especialmente para fazer com que ela oscile. Uma vez que a vida sem altos e baixos não faria sentido algum. O problema não é esse. Perguntaram, a nós, se queríamos que isso acontecesse? Definitivamente não.
É aí que entra o que, pra mim, é o que nos motiva a continuar na Terra. Porquê tem que ser assim? Qual, enfim, é razão para isso?
Acredito que todos buscamos compreender o porquê das coisas. Isso que nos impulsiona. Uma vez que, acredito eu, se tudo fizesse sentido lógico, se tudo fosse amplamente esclarecido para nós, não haveria graça nenhuma viver.
Não haveria motivos para vitórias, derrotas. Alegrias, dores. Amores, desavenças. Seria tudo extremamente raso para poder buscarmos algo ou simplesmente nos aventurarmos sem ter noção das conseqüencias.
O que busco hoje, é entender o porque as coisas estão tomando o rumo que estão. Sei bem que nunca vou descobrir. Mas é excitante a busca. ^^

Stay beautiful =D