'Speed Racer' [Speed Racer, Eua, 2008]
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de Andy e Larry Wachowski
Fique ligeiramente chateado ao ler as críticas dos jornais. As vezes acho que críticos são um bando de retardados. 'Speed Racer' é maravilhoso, explosivo. Os Wachowski sabem o fazem. Eles conceberam Matrix, V de Vingança e agora esta adaptção. Para não deixar a peteca cair, é nescessário ir para o cinema levando em conta algumas considerações especiais: trata-se de um 'filme-família', ou seja, é nescessário agradar a uma gama bastante variada de espectadores. Mais que isso: não espere que o roteiro instigue o seu cérebro. Cada passo é meticulosamente contado e revisado. Isso causa a ira de muitos.
Segundo ponto: o filme possui uma estilização gráfica única. Tudo aqui foi pensado como um desenho animado, então tente esquecer um pouco que isso é um filme e não uma animação. Alguns disseram que a magia gráfica de Speed parece ultrapassada e ligeiramente mal concebida. Não. Talvez apenas os prazos sufocadores de Hollywood tenham comprometido alguma coisa.
Terceiro ponto: Esqueça que você aprendeu física um dia. Tudo aqui é absurdamente surreal. Este o 'boom' da coisa toda. Se é pra nos chocar com piruetas incríveis, aplausos, isso foi feito com a mesma competência que o revolucionário 'bullet-time' de Matrix.
E, lógico, tenha em mente que tudo aqui é exagerado sim, com cara de desenhão sessentista e vibrante como uma corrida. Vislumbre que velocidade é a lei, e que não captar todos os movimentos das frenéticas corridas não é um ponto ruim, mais sim algo que faz você 'abrir a sua mente' para cada curva que vem pela frente.
O roteiro é simples e até um pouco clichezado. É um 'filme-família', lembra? Trata-se de Speed [Emile Hirsch], corredor jovem e talentoso que tenta mudar o esquema de corrupção e forja das corridas. Toda sua família é envolvida com o mundo da velocidade. Todos respiram isso, o tempo todo. Existe aqui o fantasma da morte de Rex, irmão mais velho de Speed. A habilidade de Speed faz com que o milionário Royalton fique de olho nele. A recusa de Speed à proposta do empresário de fazer parte de sua equipe, provoca sua ira e nosso corredor de bom coração vira alvo. Com a ajuda do misterioso Corredor X [Mattew Fox], Speed deve reverter essa situação. Para tanto, será nescessário vencer o Rally de Casa Cristo, prova que resultou na morte do irmão.
Tudo isso acontece com cenas de tirar o fôlego. Psicodelismo visual nítido e bom humor. Tudo aqui têm um exagero gostoso e nauseante ao mesmo tempo. 'Speed Racer' parece aquelas balas-metro. Grandes, coloridas, doces, enjoativas perto do final. A quebra de ritmo com flashbacks e recaptulações por vezes desnessárias, acabam por fazer deste aqui um filme fabuloso, que me emocionou nos últimos minutos, tamanha a maestria das cenas de corrida. Mas que talvez levou isso a patamares tão elevados que o resto ficou ligeramente apagado.
A escolha do elenco foi certeira. A trilha, que utiliza cada arranjo do clássico desenho, também foi certeira.
No fim, um leve ajuste no ritmo e no roteiro fariam deste aqui mais do que uma boa adaptação, mas um verdadeiro clássico.
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'Homem de Ferro' [Iron Man, Eua, 2008]
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de Jon Fraveu
baseado no Hq homônimo
Quando a Marvel decidiu que seus super-heróis só iriam para o cinema por suas mãos, ela fez uma excelente escolha. 'Homem de Ferro' é o primeiro filme que aproveita desta decisão. Até então, a Marvel cedia os direitos de seus personagens para os outros botarem a mão na massa. Neste aqui, a Marvel fez o bolo e a cobertura é deliciosa. De brinde, uma cereja inigualável.
Para começar, Tony Stark é um personagem ímpar. Daqueles que de tão cínicos chegam a ser carismáticos. Também é daqueles que devem dar um trabalhão para qualquer ator. Robert Downey Junior o interpreta com tanta naturalidade que ele parece ter nascido para o papel. Falando no elenco, Gwyneth Paltrow também dá um baile. A primeira vista, Gwyneth parace assustada e retida pelo tamanho do filme em que se envolveu. Mas não demora a nos mostrar que sua personagem é assim. Sendo assim, ela faz de Pepper Potts uma pessoa adorável.
'Homem de Ferro' é também o filme de heróis menos convencional que dos últimos anos. Stark não é um legítimo herói. Ele não vai atrás de bandidos para eliminar nem de coitados a salvar. Ele luta com aquilo que entrou no seu sapato. Egocentrismo? Explícito. Os por-menores não são nescessários. Falar sobre este filme é tirar dele o impacto que ele causa. Duro como ferro e forte como uma guitarra bem tocada. Aliás, cada explosão aqui vem acompanhada do instrumento. E garanto que explosões não faltam. Poucas vezes Hollywood reconheceu que explosões e guitarras são perfeitas juntas. E menos vezes ainda as duas juntas arrancaram arrepios dos espectadores.
Não, eu não vou explicar o roteiro. Ele é bom. Muito bem conduzido. Brilhantemente montado. E ele fala sozinho. Você o capta, sem nunca ter lido um pingo de informação sobre a biografia do herói nos quadrinhos. Apenas veja e depois me diga se algum dos três 'Homem-Aranha' mereceu metade do barulho que fez. Depois deste aqui, o público vai ficar extremamente exigente com filmes de heróis. E com razão.
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O Verão ainda vai trazer outros pipocões de luxo. Vou procurar falar sobre todos aqui. Apenas, aguarde. ;]
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